quarta-feira, 9 de setembro de 2009

A CHEGADA DO CRISTIANISMO NO BRASIL


O período dos descobrimentos cobre principalmente os anos 1500 a 1600 tendo, no entanto, continuidade direta nas missões católicas romanas nos dois séculos seguintes (1600 a 1800). Este período é caracterizado pela ampliação do mundo conhecido e, como conseqüência, também o desafio “missionário” da igreja de Roma. Achar novos caminhos para o comércio, descobrir novas terras e coloniza-la, cristianizar os povos pagãos, eram metas que iam surgindo. Alguns feitos aconteceram “por acaso”, outros foram planejados. A Europa ficou de certa forma, pequena para os movimentos religiosos que apareceram e a batalha pelo norte europeu não teve êxito desejado pelos líderes católicos.

OS DESCOBRIMENTOS

As descobertas geográficas ocorridas no fim do século XV e no começo do século XVI foram, principalmente, feitas por espanhóis, portugueses e italianos. Mais tarde, ingleses, franceses, holandeses e dinamarqueses e outros, iriam seguir os passos do sul-europeus, na conquista de novas terras e novas possibilidades de comércio e extração de matéria-prima.

- Cristóvão Colombo chegou às Bahamas em 1492, crendo ter encontrado o caminho à Índia;

- Pedro Álvares Cabral chegou ao Brasil em 1500;

- Hernan Cortez conseguiu chegar ao México em 1519, saindo da já colonizada Cuba;

- Francisco Pizzarro desceu do atual Panamá até o litoral peruano em 1531, conquistando o território Inca.

Em todas estas expedições, os comandantes militares e os exploradores levavam consigo representantes da igreja a fim de cristianizar os povos que iam sendo descobertos e subjugados. Na maioria dos casos, a evangelização consistiu na imposição de novos ritos religiosos que pouco era explicado para os povos receptores. A “pseudo-evangelização”, de acordo com alguns críticos, levou a uma religiosidade superficial resultando num sincretismo religioso que, em grande parte, permanece ainda hoje em grande parte da América Latina.

ASPECTOS QUE CARACTERIZARAM AS MISSÕES CATÓLICAS QUE CHEGARAM À AMÉRICA CENTRAL E DO SUL

· Imposição da Crença – A cristianização à força;

· Superficialidade do Crente – Não atingiu a alma do povo;

· Sincretismo Religioso – Aproveitaram-se elementos religiosos já existentes e não fez clara distinção entre cristianismo e o animismo. Inclusive facilitado pelo misticismo espanhol e português;

Apesar de tudo isso, nem todos os franciscanos, jesuítas e dominicanos que chegaram ao Novo Mundo eram solidários com os governos conquistadores e colonizadores da Espanha, Portugal e Itália. Um excelente exemplo é o dominicano Bartolomeu de Las Casas (1474-1566), que lutou a favor dos indígenas nas Ilhas do Caribe – Espanhola (República Dominicana e Haiti). As reduções na região das missões, principalmente no atual Paraguai, iniciadas pelos jesuítas, foram modelos de cidades que visavam o desenvolvimento político, social, cultural, tecnológico e religioso dos Guaranis.

O BRASIL COLONIAL

No período de 1500 a 1800, a educação religiosa foi desenvolvida como ensino da religião oficial para ser utilizada na evangelização dos indígenas e catequese dos negros, tudo era conforme os acordos estabelecidos entre o Sumo Pontífice e o Monarca de Portugal. Este esquema gerou, sem dúvida, a civilização e a adesão ao Cristianismo. (Figueiredo, 1996, p.9) Entendemos que a aliança feita entre o estado Português e a Igreja Católica resultou no sistema do Padroado, ou seja, além do poder político, o rei detinha, o poder espiritual sobre seus súditos, deles exigia doações e taxas para a igreja. Tudo estava nas mãos do rei e ele tinha poder de agir e invadir em muitas áreas da igreja. Acolhia bispos, protegia algumas ordens religiosas e perseguia outras, segundo seus interesses. A preocupação do governo português com as terras conquistadas, estava relacionado tanto com a expansão das fronteiras geográficas, quanto com a dilatação da fé católica. Com isso o rei de Portugal assumiu um duplo papel de chefe político e religioso, com o apoio de Roma. Em se tratando da formação religiosa a própria Igreja lhe concede os direitos e privilégios, bem como os deveres e obrigações próprios do setor eclesiástico. (Figueiredo, 1994, p.58). Assim, identificava-se na prática a colonização e a cristianização; os portugueses instalam no Brasil a Cristandade.

Nesta época predominava o ensino escolar dirigido, somente pela Igreja Católica, por meio das Ordens e Congregações Religiosas. Os Jesuítas estavam no auge neste período e percebe-se uma clara integração entre escola, igreja, sociedade política, economia. Os Jesuítas tiveram exclusividade na ação religiosa do Brasil até 1580, como missionários oficiais da Coroa Portuguesa, (Priore, 1994, p. 12).

Com a expulsão dos Jesuítas, em 1759, houve mudanças no quadro religioso do país. Evidencia-se uma desorganização total no ensino, as escolas consistiam, apenas, em aprender a ler e escrever; e o catecismo era usado como cartilha para o ensino da linguagem. (Figueiredo, 1994, p.60). Por não querer aderir à aliança entre Estado e Igreja, os Jesuítas tiveram que sair da Colônia. Marquês de Pombal que era de espírito contrário ao cristianismo, dizia que a Companhia de Jesus estava se tornando um estado dentro do estado português. A educação foi melhorada, em função da burguesia, pois as classes populares ficaram à margem dos benefícios; por um lado, crescia o analfabetismo e, por o outro, a elitização do ensino, com isso, Marquês de Pombal introduz no país seu sistema: “Um modelo ideológico do racionalismo iluminista, a maçonaria, as doutrinas galicanas dos jansenistas e as do liberalismo político-religioso” (Nery, 1993, p.8).

Tudo isso provoca uma crise, pois a “idade da razão” sobrepunha-se sobre a “idade da fé” ou Cristandade. O catolicismo foi sendo gestado em meio a conflitos religiosos, com possibilidades de expansão e crescimento, devido ao grande impulso missionário, foi se implantando, cada vez mais, uma cristandade latina, que se abria para as diversas vertentes da reforma.

E em meio a este conflito, a educação religiosa desempenhava sua função. A religião é instrumento de pacificação política e acomodação ao esquema político vigente. E, segundo Mary Del Priore (1994, p.7-10), o Brasil foi se constituindo numa cristandade dependente de Portugal, os interesses religiosos e políticos se uniram debaixo da soberania real e os missionários deveriam colaborar com as autoridades civis.

Com a chegada da Família Real, em 1808, ao Brasil, o país se desenvolve rapidamente. Este desenvolvimento traz modificações na educação, abrindo-se a política educacional; as classes populares, no entanto, ficam à margem. O ensino da religião continua de caráter “privado, doméstico e dos templos.” O clero se fortalece como funcionários do governo e ao mesmo tempo se enfraquece como hierarquia (Nery, 1993, p.9). Os leigos se organizaram em grupos e passaram a atuar em Ordens terceiras, de confraria e irmandades.

O marco fundamental que se tem neste período da história da Igreja Católica, é a contribuição das Ordens religiosas para o ensino. Vale também sublinhar que a história das religiosidades, foi à história das práticas e das doutrinas que permearam todas as relações sociais no Brasil Colonial (Priore, 1994, p.17). A educação religiosa, pouco tinha a ver, com a diversidade cultural e religiosa do país.
O protestantismo só lançou raízes concretas na América Latina quando as colônias estavam em processo de libertar-se do domínio ibérico. De fato, encontrou um aliado disposto nos revolucionários, em parte porque a hierarquia católica havia se ligado tão de perto aos interesses das coroas de Espanha e Portugal.

Três tentativas abortadas foram feitas nos séculos XVI e XVII para estabelecer colônias protestantes nas Américas: uma delas feita por Welser na Venezuela e duas no que viria a ser o Brasil. Dessas últimas, uma foi encetada por Villegaignon no Rio de Janeiro, durando de 1555 a 1560. A outra, muito mais bem sucedida, foi feita pelos holandeses em Pernambuco, tendo dominado uma grande área no nordeste brasileiro de 1630 a 1654. Ambas, porém, desapareceram, pois os colonizadores foram expulsos pelas forças portuguesas. Essas tentativas de colonização não podem ser consideradas nulas, todavia, por terem sido abortadas. Pelo contrário, elas desempenharam mais tarde um papel importante na unificação da população ao redor da Igreja Católica.

· Villegaignon e os huguenotes (1555-1567). Nicolas Durand de Villegaignon, vice-almirante da marinha francesa, obteve o apoio de seu governo para estabelecer uma colônia no Rio de Janeiro. É provável que seu objetivo tenha sido puramente comercial, mas os huguenotes que ele trouxe como colonizadores tinham outras idéias. Além de um lugar de refúgio da perseguição religiosa na França, eles podem muito bem ter tido algum interesse missionário, pois escreveram a respeito de “abrir o caminho da salvação para os selvagens”.

A colônia não era, no entanto, uniformemente calvinista. Apesar de a maior parte ser composta de huguenotes, inclusive 12 pastores comissionados por Calvino, havia também católicos romanos, como foi o caso, aparentemente, do vice-almirante. Surgiu um conflito entre os colonos por razões várias, sendo em parte ao fator religioso heterogêneo e em parte porque Villegaignon não permitia mulheres na colônia, como também por causa de problemas administrativos. O vice-almirante não conseguia compreender as pessoas que tinham idéias próprias e não se submetia simplesmente à sua autoridade. O destino da colônia estava selado antes do ataque português contra ela. Ele foi determinado quando Villegaignon destruiu a unidade da colônia, perseguindo os calvinistas quando estes não quiseram conformar-se à sua vontade.

Villegaignon abandonou a colônia em 1559. A França, em completa anarquia entrou em colapso no ano de 1667, destruída pelas dissensões internas e às mãos da frota portuguesa. Esta atacou em nome de Deus e da pátria. Essa primeira tentativa protestante de colonizar o Brasil nos deixou uma confissão de fé (Confessio Fluminense) escrita por Jean du Bordel em resposta a um questionário preparado sob pressão, em 12 horas, em 1558.

Esta primeira confissão protestante produzida nas Américas foi selada com sangue dos calvinistas (huguenotes) mortos por Villegaignon.

· Os calvinistas holandeses (1630-1654). Quase 100 anos mais tarde, após a experiência francesa no Rio de Janeiro, os holandeses tentaram fundar uma colônia no nordeste do Brasil. Fundaram em 1630 em Pernambuco, a colônia cresceu rapidamente. Cerca de 1641, os holandeses dominavam a área, desde o Maranhão até Sergipe. Ao contrário de Villegaignon, o governador-geral holandês era um calvinista convicto. Como acontecia na Península Ibérica, os pastores seguiam os soldados para ministrar tanto às suas necessidades como para converter o povo que vivia na região, levando-o à verdadeira fé. Escolas e missionários foram colocados em pontos estratégicos a fim de alcançar os ameríndios; apesar disso, poucos dentre eles foram convertidos. Um número ainda menor dos habitantes locais aceitou o evangelho calvinista.

Puritanos em seu comportamento e exemplares em suas atividades, esses calvinistas deixaram sua marca no nordeste, a qual permaneceu muito depois de terem sido expulsos dali. O primeiro Sínodo Reformado na América foi organizado em 1635 com oito pastores e cinco anciãos dirigentes. As minutas das nove assembléias realizadas entre 1636 e 1644 proporcionam uma leitura interessante. Elas incluem a primeira decisão judicial sobre o divórcio no Brasil.

A própria presença dos holandeses no nordeste serviu para unificar os portugueses e crioulos em uma força coesa. A capitulação em Taborda, porém, em 1654, fechou o Brasil para os não-católicos durante 150 anos.


· A colônia Welser na Venezuela (1529-1550). Apesar de estarem em primeiro lugar cronologicamente, os Welser são tratados por último devido ao seu impacto praticamente nulo na América Latina. Os Welser, que eram banqueiros na Alemanha (Augsburgo), aparentemente mantiveram boas relações comerciais com Carlos V, imperador do Santo Império Romano, o mesmo Carlos V que tentou impor-se a Martinho Lutero, a fim de reunificar a Alemanha. Ele era também Carlos I de Castela e herdeiro de todas as colônias espanholas no Novo Mundo. Não obstante os Welser serem provavelmente luteranos, Carlos concedeu-lhes “sob a coroa de Castela, ampla e soberana jurisdição e domínio na atual Venezuela, sobre extenso território politicamente autônomo”. Os contemporâneos dessa colônia junto com os historiadores espanhóis consideravam-na um corpo estranho dentro do império colonial.

As primeiras famílias alemãs chegaram ao lugar que seria Maracaibo já em 1530. O propósito dos Welser não era tanto a colonização como a exploração do mercado escravo e, quem sabe, descobrir um eldorado no interior que os faria enriquecer. Muitos dos mercadores que participaram da colônia eram luteranos, assim como os governadores da mesma. Alega-se que toda a colônia tornou-se luterana em 1532. Quer isso tenha ou não ocorrido não passa de simples teoria, pois a colônia desapareceu em 1550 sem ter deixado quaisquer descendentes espirituais na Venezuela.


· Além das três tentativas fracassadas, conta-se que os protestantes apareceram no México, Peru e Nicarágua nos séculos XVI e XVII, tendo sido rapidamente banidos pelo Santo Ofício. Orlando Costas, citando Gonzáles, observa que “a única presença realmente efetiva que pode ser citada a respeito dos protestantes durante esse período, do século XVI ao princípio do século XVII, é a dos morávios em São Tomé e Suriname, atlântica da América Central (especialmente Honduras e Nicarágua)”.

A colônia morávia foi estabelecida nas Guianas em 1735. Por volta de 1900, essa colônia foi registrada como tendo 9.000 membros.


· A visão missionária dos reformadores. De forma geral, têm-se criticado os reformadores por não possuírem uma visão missionária maior. Parece lhes faltar o interesse de levar as descobertas da fé para outras partes do mundo conhecido. Numa comparação com movimentos posteriores dentro do próprio protestantismo, pode-se dizer que tal crítica é fundada. Entretanto, se analisarmos o contexto em que os reformadores viveram e suas preocupações prioritárias, podemos entender seus poucos projetos missionários.

Também seria incorreto dizer que não houve tentativas. Como vimos, houve um esforço para estabelecer colônias nas Américas, com intenção de ganhar os “pagãos”, além de outros fatores.

Algumas sugestões para o “pouco interesse” missionário nesta época:

· A compreensão dos limites da Igreja – Cada paróquia em seu território;

· Batalhas militares e políticas na Europa;

· A rejeição do monasticismo – ficando sem estrutura missionária;

· A preocupação com a Reforma em si;


O BRASIL IMPÉRIO

O protestantismo

· São dois os incidentes de primeira importância que se destacam no rompimento posterior do monopólio católico romano. Um deles é representado pela pressão externa aplicada pela Inglaterra, forçando um tratado com o Brasil. O outro foi a nomeação de Diego Thomson em 1819 como diretor da educação primária na Argentina, feita pelo governo sob orientação dos liberais.

· A Grã-Bretanha forçou as portas da colônia portuguesa. O século XIX raiou com a derrubada do império português. Em 1805, a Inglaterra tornou-se senhora dos mares, ao destruir as armadas francesa e espanhola de uma só vez. Em 1807, Dom João VI fugiu diante dos exércitos de Napoleão que avançavam contra ele. Ele trouxe a corte de Lisboa para o Rio de Janeiro e elevou a colônia à posição de reino. No ano seguinte, a Inglaterra forçou o governo português, então no Brasil, a abrir os portos brasileiros ao comércio mundial.

Uma das cláusulas do tratado comercial, assinado com a Inglaterra em 1810, foi que Portugal permitiria a construção de casas de adoração para os estrangeiros, contanto que não tivessem a aparência de igrejas. O uso da cruz na parte exterior dos prédios foi expressamente proibido. Um ponto interessante a ser observado na história é que muitos evangélicos no Brasil continuam inflexivelmente opostos ao uso da cruz em seus templos, julgando ser contra os seus princípios. Na verdade, porém, a proibição tem origem nas provisões desse tratado não tendo absolutamente nada que ver com as tradições protestantes.

O direito concedido aos estrangeiros em 1810, no sentido de terem suas próprias casas de adoração no Brasil, foi confirmado juntamente com o direito de liberdade de culto na Constituição de 1823. Foi-lhes igualmente permitido manter cemitérios protestantes. O proselitismo, entretanto, era estritamente proibido. Os anglicanos começaram de imediato o seu trabalho.

O anglicanismo não cresceu com muita rapidez no Brasil, limitando-se quase que exclusivamente à comunidade inglesa. Só mais tarde e com o início da missão episcopal em 1889 foi que saiu dos moldes do início do século.


O catolicismo

· As idéias de emancipação se propagam e criam forças. Não podemos deixar de falar que esse e outros fatores fizeram com que Dom Pedro I proclamasse a Independência do país em 1822. Criando assim, uma Monarquia Institucional de 1823 a 1889, que ainda permanecia com vínculos a Portugal, por meio da família Imperial Bragança. Depois da independência, havia duas tendências: uma nacionalista, que queria a separação da Igreja de Roma, defendia o Padroado nacional e o fim do celibato e a outra pretendia unir-se a Roma e seguia suas orientações. O que conduz este período é o contexto da Carta Magna de 1824, que mantém a religião Católica Apostólica Romana, como religião oficial do Império. O que se faz na escola é o ensino da Religião Católica Apostólica Romana. As demais religiões são toleradas como culto doméstico ou particular como já vimos.

Neste sentido, o ensino religioso foi compreendido e tratado como catequese, é considerado como componente curricular e se efetivou, através do uso dos manuais de catecismo, nos padrões tridentinos, em se tratando da seleção de conteúdos buscando, assim, a fidelidade à ortodoxia e as formulações da fé católica privilegiando a tradição romana. Segundo Dilma Watanabe, (1996, p. 75) a Igreja defendeu, neste período, o sistema estatal que a favorecia como religião oficial, possibilitando assim, o acesso a todo o sistema escolar para ministrar o ensino religioso. No entanto, quando o seu relacionamento entra em crise com o Estado, ela se junta aos liberais para defender a liberdade a este ensino.

De 1831 a 1840, o país passa pelo período de Regência; devido à menoridade do Príncipe D. Pedro II. Este período foi marcado por grandes conflitos políticos, forte influência da maçonaria e das idéias libertárias. O Estado permanece com interpretações legalistas e muitas são as restrições à liberdade religiosa. Com o cisma de 1837, enfraquecem as relações entre Igreja e Estado. Reconhecem-se os erros em relação ao que era próprio da escola e o que era competência da comunidade de fé. D. Pedro II, em 1840, se torna Imperador, um ano depois os Jesuítas são autorizados a retomar seus colégios.

Em 1850, com o positivismo instalado no país, a Igreja Católica perde seu poder temporal, mas aumenta seu privilégio espiritual, devido às reformas vindas do Vaticano I (1869 - 1870), reforçando, no Brasil, a consolidação da Igreja como força independente em relação ao Estado. Há uma preocupação por parte dos bispos de uma romanização, por isso, investe nas escolas católicas trazendo para o país muitas Congregações ligadas a educação. A Igreja Católica foi se afirmando em todo o mundo com a colaboração do Concílio Vaticano I, e no Brasil, já se via uma igreja consolidada sem dependência do Estado (Nery, 1993, p.10).

Com a chegada do protestantismo, a educação religiosa é submetida a seu esquema, em decorrência do regime regalista. (Fórum, 1998, p.13). A situação anterior evolui no processo de dependência e de subordinação da religião ao próprio Estado. Nas escolas são usados os manuais do catecismo e da doutrina cristã, propagado em diferentes pontos do país nos padrões do Concílio de Trento. (Figueiredo, 1996, p.9-10), mas isso não significa que os protestantes não contribuíram para uma melhor educação. Com a Abolição da Escravidão, em 1888, o Império chega a seu fim.



















2 comentários:

  1. isso éum lixo não repondeu nada das minhas perguntas.......
    e o texto e enorme....poise...lixo.lixo.lixo

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