quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

CATOLICISMO BRASILEIRO

SUA INFLUÊNCIA


A influencia do catolicismo no Brasil começa a partir do descobrimento, quando do encontro do branco português e católico com o índio de crenças panteístas.

Com a colonização, os portugueses iniciam também a evangelização dos nativos, tentando converte-los à fé católica pela catequese, mas os resultados são pífios.

Até a metade do século 18, Portugal controlava a atividade religiosa na colônia com mãos de ferro, dando sustentação ao clero católico e não permitindo que outras religiões se instalassem por aqui. Em contrapartida, tinha a submissão e o reconhecimento contra quaisquer idéias separatista.

A divisão entre igreja e Estado, que daria ao povo brasileiro maior diversidade de culto, só ocorreu após a proclamação da República. Por esse motivo, não se nota mudanças significativa na conduta religiosa do povo brasileiro nos primeiros quatro séculos de sua existência, tanto que até 1900 quase toda população do país se declarava católica (99%).

A explosão demográfica, a industrialização e a concentração da população nas grandes cidades, ocorrida na primeira metade do século 20, são o primeiro passo para as grandes mudanças que só viriam a acontecer após os anos 80, principalmente com o crescimento do protestantismo e das religiões orientais, trazidas pelos imigrantes japoneses e alemães, que se estabeleceram no Sul e no Sudeste do país. Apesar disso, não se nota alterações no perfil religioso do povo brasileiro. O Brasil continua sendo a mais populosa nação católica do planeta.

Até o final dos anos 80, o gráfico do perfil religioso do povo brasileiro se mantém inalterado, com a maioria absoluta da população ainda se declarando católica, situação que perdurava desde a época colonial.

Com efeito, entre os anos 70 e 80, a população aumentou cerca de 20% mas nenhuma alteração significativa, no quesito religiões, aparece nos dados do recenseamento do final da década. Isso demonstra que o crescimento do catolicismo se deu no mesmo ritmo que o da população ao longo deste período.

Mudanças significativas só ocorreram entre 1980 e 1991 (em 1990 não houve recenseamento), quando a Igreja Católica começa a sofrer com o êxodo de fiéis rumo ao protestantismo.

Nesses dez anos, o catolicismo viu seu rebanho minguar em 5,7%, enquanto os evangélicos aumentaram em 2,4% o número de adeptos. É interessante notar que juntamente com a melhora dos fatores sócio-econômicos, cresce também o materialismo entre os brasileiros. Nesse mesmo período, o número de pessoas que se declararam sem-religião apresentou um crescimento relativamente alto, em torno de 3,1%.

Passados dez anos, o Censo 2000 não apenas confirma a tendência de fuga de fiéis do catolicismo, observada ao longo da década anterior (80-91), mas, sobretudo, revela uma aceleração maior. Desta vez, a sangria na seara romana foi bem mais expressiva (9,4%), o que fez que terminassem o século 20 com “apenas” 73, 9% dos fiéis, algo em torno de 124, 9 milhões de brasileiros se declarando católicos.

Em sentido inverso, os evangélicos, no rastro de um novo avivamento pentecostal – que contagiou até o catolicismo, com o surgimento da Renovação Carismática – colhem os frutos de seu evangelismo, aumentando em 6,6% o número de adeptos. É notável que, nesse mesmo período, tenha aumentado também o número daqueles que se confessavam católicos (- 15, 1%) e por um surpreendente desempenho dos evangélicos, que aumentaram sua participação em 9%, graças, principalmente, aos pentecostais. Na contramão dessa tendência, vimos, mais uma vez, o número dos “sem-religião” aumentar em 5, 8%.

Houve nas últimas quatro décadas, uma grande revoada de católicos para as igrejas protestantes. Descontentes com a estrutura altamente hierarquizada da liturgia católica, os brasileiros se entregaram, de corpo e alma, à efervescência e ao espiritualismo das igrejas evangélicas, principalmente àqueles de doutrina pentecostal.

Preocupado, porque uma diminuição do número de fiéis poderia acarretar uma perda de influencia de sua igreja no país, o clero romano contra-atacou implantando um programa de marketing para atingir um maior número de pessoas: criou a Rede Vida de Televisão e instituiu os ritos da Renovação Carismática Católica, cujas missas se assemelham aos cultos evangélicos.


CRENÇAS DO CRISTIANISMO CATÓLICO ROMANO


Escrituras


A Bíblia, o Antigo Testamento, com acréscimo dos 07 livros “deuterocanônicos” ou “apócrifos”, aceita também a tradição da igreja como tendo à mesma autoridade da Bíblia (papas, concílios e etc.). Dessa forma passaram a dogmatizar doutrinas extra-Escrituras, por exemplo: dogma da imaculada conceição (que afirma que a mãe de Jesus foi concebida sem pecado); a infalibilidade papal e o próprio papado como instituição cristã; o culto a Maria e aos santos; a missa (repetição do sacrifício de Cristo); purgatório (doutrina pós-morte).


Deus


O Deus único é trino (Um Deus em três pessoas, e não três deuses): Pai, Filho e Espírito Santo. Freqüentemente, o título Deus indica a primeira pessoa, Deus Pai. Deus é um ser espiritual sem corpo físico. Ele é pessoal e está envolvido com a humanidade. Criou o Universo do nada. É eterno, nunca muda. É santo, amoroso e perfeito. Há algumas correntes que colocam Maria no cenário católico com status de divindade.


Jesus


Jesus é Deus, uma das pessoas da santíssima Trindade. Ele sempre existiu como Deus Filho e não criado. É plenamente Deus e plenamente homem (duas naturezas unidas e não amalgamadas). Como segunda pessoa da trindade, é igual a Deus Pai e Deus Espírito Santo. Para se tornar humano, foi gerado pelo espírito Santo e nasceu da virgem Maria. Jesus é o único caminho para ir ao Pai, à salvação e à vida eterna.

Ele morreu numa cruz, de acordo com o plano de Deus, como sacrifício completo, e expiou nossos pecados. Ressuscitou dentre os mortos três dias após sua morte, fisicamente imortal. Durante 40 dias seguintes, foi visto por mais de 500 testemunhas oculares. Suas feridas foram tocadas e Ele comeu diante dos discípulos. Ascendeu fisicamente aos céus. Jesus regressará outra vez, visível e fisicamente, no fim dos tempos para estabelecer o Reino de Deus e julgar o mundo.


Espírito Santo


O Espírito Santo é Deus, uma das pessoas da santíssima trindade. O Espírito Santo é uma pessoa, e não uma força ou um campo de energia. Ele consola, repreende, convence, guia, ensina e se entristece. Ele não é o Pai, nem o Filho, Jesus Cristo.


Salvação


A salvação é obtida pela graça de Deus juntamente com as obras meritórias alcançada pelas penitências e aplicações dos sacramentos, principalmente do batismo (expurga pecados). A igreja católica se coloca como única detentora da verdade divina, fora da qual não existe salvação.


Outras Características


O sacrifício em grupo, usualmente praticado nas igrejas, através das missas e dos sacramentos (batismo, crisma, confissão auricular, casamento e extrema-unção). O batismo, crisma, confissão auricular, e extrema-unção funcionam como cerimônias que comunicam perdão dos pecados. Em termos práticos, a intercessão pelos mortos, o culto a imagens e, em um passado não muito distante, a veneração de relíquias são elementos do cristianismo católico romano que ainda são largamente difundidos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário