segunda-feira, 12 de abril de 2010

PREGANDO O PLANO DE SALVAÇÃO


Disse Jesus: “Vão pelo mundo todo e preguem o Evangelho a todas as pessoas” (Marcos 16.15).

PORQUE PREGAR O PLANO DE SALVAÇÃO?

A mensagem do evangelho parece ser um grande quebra cabeças faltando peças de encaixe, principalmente quando ela é anunciada de uma forma sem muito sentido. Histórias como a do cego Bartimeu, a do cobrador de impostos Zaqueu, de Lázaro e etc., quando contadas isoladamente, acabam ficando sem muito significado e sem nenhuma conexão para o incrédulo. Podemos observar que parece faltar alguma peça nesse quebra cabeças. Essas peças são fornecidas, quando apresentamos o plano de salvação. Que é a forma sistematizada de se pregar o evangelho, possibilitando que todas as demais peças se encaixem no lugar certo, facilitando o entendimento do incrédulo. 

COMPREENDENDO O PROPÓSITO DA BÍBLIA PARA POSSUIR A VIDA ETERNA

O propósito principal para a Bíblia ter sido escrita foi para que nós soubéssemos como receber a Vida Eterna “Escrevi-lhes estas coisas, a vocês que crêem no nome do Filho de Deus, para que vocês saibam que têm a Vida Eterna” (1 João 5.13), somente nela podemos entender a verdadeira natureza de Deus e seus propósitos de salvação para o homem, somente nela entendemos o que é o homem e qual o seu propósito. Ela é o instrumento para que cada pessoa cresça na graça e no conhecimento de Deus. Nenhuma pessoa que tem se aproximado de Deus por meio de sua palavra (Bíblia), tem ficado sem direção para sua vida, pelo contrário, milhares de pessoas têm transformado suas vidas pela leitura diária da Palavra de Deus.

PARA REFLEXÃO: Se a Bíblia foi escrita por homens, porque eu devo confiar nEla como a Palavra de Deus? “Antes de mais nada, saibam que nenhuma profecia da Escritura provém de interpretação pessoal, pois jamais a profecia teve origem na vontade humana, mas homens falaram da parte de Deus, impelidos pelo Espírito Santo” (2 Pedro 1.20, 21); “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para repreensão, para a correção e para instrução na justiça” (2 Timóteo 3.16).

COMPREENDENDO A GRAÇA DE DEUS

SALVOS PELA GRAÇA

A vida eterna é um dom (presente) de Deus “... O dom gratuito de Deus é a vida eterna...” (Romanos 6.23).

Um verdadeiro dom não pode ser conquistado nem merecido por nenhum esforço pessoal, nem por qualquer tipo de atitude e obras que nos proporcione honras e méritos “Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2.8). A palavra graça significa “favor imerecido”, ou seja, nós não podemos fazer nada para merecermos o favor de Deus, mas Ele nos concede mediante a sua graça. Podemos ilustrar o dom da vida eterna com o ar que respiramos, pois da mesma forma que não fazemos nada para merecê-lo, o recebemos como um favor-imerecido, concedido por Deus.


NÃO PODEMOS PAGAR OU MERECER A GRAÇA

 Em contraste a declaração acima, todas as religiões do mundo ensinam que para o homem ganhar o favor de Deus, para receber a vida eterna (salvação), deve fazer alguma coisa para se tornar merecedor de recebê-la. Infelizmente muitas pessoas estão presas entre muralhas formadas em suas mentes, por ensinamentos culturais e religiosos do tipo: “Deus ajuda quem cedo madruga”, “Faça por onde que eu te ajudarei” ou “É dando que se recebe”. Muitas pessoas têm acreditado que estes ensinamentos são válidos também para se receber a vida eterna. Essa idéia para alguns, pode ser bastante louvável, em algumas áreas de suas vidas, mas uma vez que influencie na compreensão da graça de Deus, pode ser fatal. Paulo deixa isso bem claro em Romanos 11.6 “E, se é pela graça, já não é pelas obras; se fosse, a graça já não seria graça”, e em Tito 2.4-5 “... da parte de Deus, nosso Salvador, se manifestaram a bondade e o amor pelos os homens, não por causa de atos de justiça por nós praticados, mas devido à sua misericórdia, Ele nos salvou pelo lavar regenerador e renovador do Espírito Santo”. Deus se revela, como o único Salvador de toda a humanidade “Não há salvação em nenhum outro, pois, debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos”. (Atos 4.12), e não como um ajudante da mesma. Na verdade, nós não podemos construir um caminho para entrar no céu “A caminhos que parece certo ao homem, mas no final conduz a morte” (Provérbios 14.12), pois os nossos caminhos, diferem completamente dos caminhos de Deus “Assim como os céus são mais altos do que a terra, também os meus caminhos são mais altos do que os seus caminhos...” (Isaías 55.8). Na verdade, temos que nos conscientizarmos que o pecado nos incapacitou de tal maneira que não conseguimos fazer nada de meritório à vista de Deus.

Suponhamos que o seu melhor amigo (ou esposa, esposo, mãe, etc.), pretendesse surpreender você com um lindo presente, e vamos supor que sua reação imediata fosse de procurar em sua carteira algum dinheiro para ajudar a pagar a despesa. Que insulto seria! Digamos que o presente tenha sido um relógio caríssimo, e que você retribuísse com alguns trocados. O resultado disso será ferir os sentimentos da pessoa que lhe está oferecendo o presente. Bem, e se você oferecesse menos dinheiro, talvez uns centavos, ou mesmo só um centavo, deixa de ser presente. É assim com a salvação. Até mesmo uma pequena tentativa de pagar pela nossa salvação faz com que percamos o direito de recebê-la. Jamais poderemos dizer um dia no céu: “Veja o que Cristo e eu fizemos!”.



PARA REFLEXÃO: Quem sempre seguiu os mandamentos de Deus, já é justificado por Ele para entrar no céu? “É evidente que diante de Deus ninguém é justificado pela Lei, pois o justo viverá pela fé” (Gálatas 2.11). 

COMPREENDENDO A CONDIÇÃO DO HOMEM

TODOS SÃO PECADORES

 A Bíblia declara que a vida eterna é um dom de Deus, porque todos os homens são pecadores “Não há nenhum justo, nem um sequer... Todos se desviaram, tornaram-se juntamente inúteis; não há ninguém que faça o bem, não há nenhum sequer... Pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus” (Romanos 3.10, 12, 23). O pecado é o que tem nos separado de Deus. Infelizmente existem muitas pessoas achando que o pecado é algo relativo. Isso tem acontecido somente, porque ele tem sido analisado em relação a leis e normas de uma determinada sociedade ou cultura de um povo. Esse tipo de pensamento é muito perigoso, pois afirma que compete a nós, e não a Deus definir o que é o pecado. Um pensamento completamente equivocado, pois temos as nossas diferenças sócio-culturais. Por exemplo, fazer sacrifícios de humanos entre os aborígines na Austrália, não é pecado. Na África do Sul, é comum, que as mulheres se cumprimentem beijando na boca, no entanto no Brasil, isso causaria um escândalo. Beber cerveja na Alemanha não é proibido, mas, no entanto, aqui no Brasil é algo abominável (p/crentes). Na verdade o pecado é, e sempre será algo absoluto, pois deve ser sempre analisado á luz das Escrituras Sagradas. Em qualquer época e em qualquer lugar do mundo que você estiver, o pecado sempre será pecado, quando for contra ao que a Palavra de Deus orienta. Devemos lembrar que no juízo final seremos julgados pelos nossos atos com base nas Escrituras, e não por um conjunto de códigos e regras criados por um determinado grupo, povo ou nação (ver Apocalipse 20.11-15). Existem outras pessoas que acham que pecado é somente matar, prostituir ou roubar (atos), chegando à conclusão de que seus pecados não são tão graves assim, pois acham, que só é pecado, o que conseguem lembrar de errado. Inventaram uma divisão, falam que existem pecados voluntários e não voluntários, e que somente os pecados voluntários são levados em consideração. Quando na realidade pecado é uma coisa só, e que todos nós praticamos. A verdade é que essas pessoas não querem admitir que são tão pecadoras como qualquer outra pessoa “Se afirmarmos que não temos cometido pecado, fazemos de Deus um mentiroso, e a sua palavra não está em nós” (1João 1.10).

Se pegarmos um porquinho e o tirarmos do chiqueiro e o levarmos para casa e lhe dermos um banho de água de rosas e colocarmos nele talco e um laço de fita vermelha, pensaremos que ele não é mais um porquinho, de tão cheiroso que está! Então nós o levamos para passear, e depois de algum tempo o porquinho vê uma poça de água suja, e ele escapa de nossas mãos. Você já sabe que o porquinho vai direto para a poça de água suja, não é mesmo? Apesar de estar limpinho, ele se joga na água suja e se sente feliz lá. Porque lá é o seu ambiente. Assim também é espiritualmente. Você pode falar e se vestir como um crente. Você pode entrar para organizações cristãs e cantar hinos cristãos, e em tudo se comportar como um crente. No entanto, nenhuma dessas coisas faria de você um crente. Você nasceu pecador e você tem a natureza de uma raça pecaminosa. Nada que você faça exteriormente pode mudar esse fato. Só através de um novo nascimento você pode passar a ter uma nova natureza. Porém, para Deus todas as coisas são possíveis.


PECAMOS DE TODAS AS FORMAS

Pecamos por ações: É qualquer tipo de ação que vá de encontro contrário ao que a Palavra de Deus orienta, exemplo: “Vocês ouviram o que foi dito aos seus antepassados: “Não matarás”, e quem matar estará sujeito a julgamento” (Mateus 5.21). Pecamos por palavras: É qualquer tipo de palavras que maldizem a Deus e/ou ao seu próximo, exemplo: “Mas Eu lhes digo que qualquer que disser a seu irmão: “Raca”[tolo], será levado ao tribunal. E qualquer que disser: “Louco”, corre o risco de ir para o fogo do inferno” (Mateus 5.22), pois isso, também é contra o que a Palavra de Deus orienta. Pecamos por pensamentos: É qualquer tipo de mau pensamento que nos venha á mente, exemplo: “... Qualquer que olhar para uma mulher para desejá-la, já cometeu adultério com ela no seu coração” (Mateus 5.28). Os psicólogos dizem que passam aproximadamente pela mente humana, dez mil pensamentos em um período de vinte e quatro horas. Você já parou para imaginar quantos desses pensamentos são pecados? Ou quantas vezes você já disse: “Estou com a consciência tranqüila”. Saiba que ter a consciência tranqüila na maioria das vezes é resultado de uma memória fraca, pois os psicólogos dizem que esquecemos 99% das coisas que pensamos de errado. Pecamos por Omissão: É qualquer tipo de omissão que vá contra ao que a Bíblia nos manda fazer de correto, exemplo: “... Pois eu tive fome, e vocês não me deram de comer, tive sede, e nada me deram para beber...” (Mateus 25.42); “Pensem nisto, pois: Quem sabe que deve fazer o bem e não o faz, comete pecado” (Tiago 4.17). Sendo assim, todos os homens são pecadores, pois todos, sem exceções cometem tais transgressões (atos, palavras, pensamentos e omissões).

NÃO PODEMOS NOS SALVAR

Como conseqüência de tudo isso, o homem não pode se salvar mediante os seus próprios esforços (boas obras). Por mais que nós vivêssemos continuamente na prática das boas obras e vivêssemos uma vida totalmente consagrada e em santidade a Deus, nós nunca chegaríamos a alcançar o padrão que Ele instituiu. Pois, para que nós recebêssemos a vida eterna mediante os nossos méritos, nós teríamos que ser perfeitos. Jesus disse: “Portanto, sejam perfeitos como perfeito é o Pai celestial de vocês” (Mateus 5.48). Esse não é um texto isolado, que se possa interpretar de alguma outra maneira, mas é algo que é ensinado através de toda a Bíblia. Paulo em Gálatas diz: “Já os que se apóiam na prática da Lei estão debaixo da maldição, pois está escrito: Maldito todo aquele que não persiste em praticar todas as coisas escritas no livro da Lei” (Gálatas 3.10). Se não fizermos continuamente o que nos foi ensinado, estamos sob a maldição de Deus. Tiago mostra isso de outra maneira, “Pois quem obedece a toda Lei, mas tropeça em apenas um ponto, torna-se culpado de quebrá-la inteiramente” (Tiago 2.10), ou seja, se nós cometermos apenas um pecado, já estamos fora da Lei e nos tornamos culpados de toda ela. Adão e Eva precisaram apenas de um único pecado, para serem expulsos do paraíso “... por isso o Senhor Deus o mandou embora do jardim do Éden para cultivar o solo do qual fora tirado” (Gênesis 3.23). De acordo com tudo o que já vimos, podemos afirmar que é impossível ao homem se salvar por suas obras e méritos, pois o nosso padrão de justiça, passa distante do padrão de justiça de Deus “Somos como o impuro - todos nós! Todos os nossos atos de justiça são como trapo imundo” (Isaías 64.6).

PARA REFLEXÃO: Então, nunca poderemos ser salvos? Jesus disse: “... Para o homem é impossível, mas para Deus todas as coisas são possíveis” (Mateus 19.26).

COMPREENDENDO A NATUREZA DE DEUS

O AMOR E A MISERICÓRDIA

Apesar de todos os nossos pecados, a Bíblia diz que Deus é amor e também misericordioso “Graças ao grande amor do Senhor é que não somos consumidos, pois as suas misericórdias são inesgotáveis” (Lamentações 3.22), e Ele não nos ama pelo o que nós somos ou fazemos, mas sim pelo o que Ele é, porque a sua essência é amor, “... Deus é amor” (1João 4.8), e por Ele nos amar incondicionalmente não quer nos punir. Mas, infelizmente muitas pessoas sustentam o conceito, que Deus é somente amor, pois, se isto fosse verdade não precisaríamos nos arrepender dos nossos pecados, afinal de contas Deus é amor, e sendo somente amor todas as pessoas entrariam no céu, mesmo, com seus pecados, com suas religiões, credos, filosofias e etc.

A SANTIDADE E A JUSTIÇA

A mesma Bíblia que fala que Deus é misericordioso e nos ama, também diz que Deus é Santo “... Sejam santos, porque Eu sou santo” (1Pedro 1.16) e por ser santo, Ele não pode se aproximar do pecado. E também é Justo, e por ser Justo, não pode compactuar com os nossos pecados “A tua justiça é eterna, e a tua lei é a verdade” (Salmos 119.142), e sua santidade e justiça, foram á razão pela qual, Ele puniu Adão e Eva os expulsando do paraíso, pois Ele não pode deixar de punir os culpados “... Deus compassivo e misericordioso, paciente, cheio de amor e fidelidade, que mantém o seu amor a milhares e perdoa a maldade, a rebelião e o pecado. Contudo, não deixa de punir o culpado...” (Êxodo 34.6, 7), pois sua Santidade e Justiça são tão perfeitas e eternas que Ele tem que punir os culpados. Por outro lado se Deus fosse somente justo, todos nós estaríamos perdidos, pois todos nós somos culpados, ou seja, todos nós falhamos em guardar os mandamentos de Deus (ser perfeitos). “... Não agirá com justiça o Juiz de toda terra?” (Gênesis 18.25). Reconhecemos então nosso problema, Deus é misericordioso e nos ama por isso não quer nos punir, mas por ser também, Santo e Justo, tem que punir os culpados.

Suponhamos que eu tivesse roubado um banco. Uma câmera escondida filma o roubo, e o caixa e outras testemunhas oculares identificam-me como sendo o culpado. As provas contra mim são inquestionáveis. Quando me trazem à presença do juiz, ele pergunta: “você é culpado ou inocente?” Eu respondo: “Sou culpado meritíssimo”. O juiz pronuncia a sentença, condenando-me a cinco anos de prisão por assalto à mão armada. Suponha que eu fale para o juiz: “Meritíssimo, estou muito arrependido por ter roubado o banco. O dinheiro foi devolvido, e ninguém se feriu. Se o senhor apenas me deixar ir livre, prometo que nunca mais voltarei a roubar”. O juiz seria justo, caso me deixasse ir embora? Ele tem uma norma de justiça, a qual tem que ser satisfeita. Se os juízes deixarem assaltantes de bancos livres simplesmente porque eles disseram que estão arrependidos e prometeram nunca mais assaltar bancos, não haverá um só banco no país que esteja seguro. Deus é muito mais justo que qualquer juiz humano. Ele não pode pura e simplesmente, ignorar nossos pecados.


PARA REFLEXÃO: Como pode ser resolvido, este aparente dilema? “Deus tornou pecado por nós aquele que não tinha pecado, para que nele nos tornássemos justiça de Deus” (2Coríntios 5.21).

COMPREENDENDO A PESSOA DE JESUS CRISTO

 A SOLUÇÃO DE DEUS

O que era impossível ao homem, Deus tornou possível, enviando Jesus Cristo. Ele é a única solução ao problema do homem (pecado). Grande parte das pessoas conhece muitos fatos sobre a vida e obra de Jesus Cristo, mas poucos sabem que Ele é o próprio Deus que se fez Homem “No princípio era aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus, e era Deus; Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória, glória como do unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade” (João 1.1-14), o próprio Deus veio a este mundo na pessoa de Jesus Cristo para resolver o problema de todos os homens, ou seja, para pagar a pena que merecemos receber por nossos pecados. O pecado entrou no mundo através da transgressão de Adão, que foi um homem criado santo e perfeito. Por isso, somente através de um homem santo e perfeito (Jesus), a pena dos nossos pecados poderia ser paga “Conseqüentemente, assim como uma só transgressão resultou na condenação de todos os homens, assim também um só ato de justiça resultou na justificação que traz vida a todos os homens. Logo, assim como por meio da desobediência de um só homem muitos foram feitos pecadores, assim também, por meio da obediência de um único homem muitos serão feitos justos” (Romanos 5.18,19).

RECONCILIADOS COM DEUS

Quando Jesus morreu na cruz e ressuscitou fisicamente da morte, pagou a pena que iríamos receber pelos nossos pecados “Ele mesmo levou em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, a fim de que morrêssemos para os pecados e vivêssemos para a justiça...” (1Pedro 2.24); “Todos nós, tal qual ovelhas, nos desviamos, cada um de nós se voltou para o seu próprio caminho; e o Senhor fez cair sobre Ele a iniqüidade de todos nós” (Isaías 53.6), nos reconciliando novamente com Deus. Quando Jesus estava na cruz, Ele disse: “... Está consumado” (João 19.30), essa palavra no texto original grego é Tetélestai, que significa também: Está pago, ou seja, nós nunca teríamos condições de pagar a pena, por isso Jesus Cristo a pagou por nós, através da sua própria morte “Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores” (Romanos 5.8). Ele morreu, mas ressuscitou fisicamente dentre os mortos, e é o Senhor da vida. Sua vitória sobre o pecado e a morte, foi o que nos deu a certeza de que podemos receber a vida eterna, não por nossos méritos, mas pelos méritos de Cristo. A vida eterna é de graça porque foi comprada e paga por Cristo “Pois o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 6.23). A mensagem do evangelho de Jesus Cristo não é “Faça”, mas sim, “está feito”.

Nós podemos analisar a condição humana e fazer uma equação a partir dela. A pecaminosidade do homem mais a justiça de Deus só pode ser igual a uma coisa: o inferno eterno para o homem. Isso é o que merecemos. Porém há um outro fator nessa equação. Se nós somarmos a pecaminosidade do homem e à justiça de Deus o fator do amor de Deus, de novo temos uma única resposta possível: o sacrifício de Cristo. Foi necessário que Deus providenciasse a redenção por meio de Cristo com seu próprio sangue derramado na cruz.


PARA REFLEXÃO: Mas, quem recebe a vida eterna? Todo mundo? “Como é estreita a porta, e apertado o caminho que leva à vida! São poucos os que a encontram” (Mateus 7.14).

COMPREENDENDO O QUE É A FÉ

 A FÉ NATURAL (CONHECIMENTO)

Algumas pessoas acham que possui a fé salvadora, pelo simples fato de terem um mero conhecimento das Escrituras, da existência de Deus e da pessoa de Jesus Cristo. A Bíblia diz que o diabo também crê em tudo isso, porém, o fato de estar de acordo com essa verdade, não lhe dá entrada no céu “Você Crê que existe um só Deus? Muito bem! Até mesmo os demônios crêem - e tremem!” (Tiago 2.19). Por isso crer que Deus existe não é o que a Bíblia chama de fé salvadora. Os demônios que estavam no endemoninhado geraseno (ou gadareno) disseram a Jesus: “... Que queres comigo, Jesus, Filho do Deus altíssimo? Rogo-te que não me atormentes!” (Lucas 8.28). Como pode se notar, até os demônios sabem que Cristo é o Filho de Deus, mas nem por isso, eles estão salvos.

A FÉ NATURAL (MOMENTO)

 Outras pessoas confundem a fé salvadora com uma fé momentânea, ou seja, quando elas se colocam numa condição passageira de confiarem em Deus a fim de suprir as suas necessidades essenciais da vida, como por exemplo: saúde, problemas econômicos, etc. Gostaria de lembrar que a fé é uma lei espiritual, ou seja, não importa no que você está crendo, desde que tenha fé para conseguir o desejado. Não é pelo fato das pessoas conseguirem determinadas coisas que Deus está inserido no contexto “Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres?’ Então Eu lhes direi claramente: Nunca os conheci. Afastem-se de Mim vocês, que praticam o mal!” (Mateus 7.21-23). Com base nesse texto podemos ver que, muitas pessoas conseguem alcançar seus objetivos pela fé. Mais nem por isso, elas estão ou serão salvas. Os tipos de fé que foram citados acima, infelizmente não podem ser utilizados para salvar o homem pecador.

A FÉ SOBRENATURAL (SALVADORA)

Nós recebemos de Deus o dom da vida eterna pela fé salvadora. Esta fé que chamamos salvadora é dada pelo próprio Deus “Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vós é DOM de Deus ...” (Efésios 2.8). Isso não quer dizer que Deus escolha as pessoas para a vida eterna, pois Deus não faz acepção de pessoas, mas Ele libera o dom da fé salvadora para todos aqueles que escolherem (livre arbítrio) se arrepender de seus pecados, e desejarem de coração colocar sua confiança em Jesus Cristo para salvação.

Há três elementos necessários na fé salvadora:

- Conhecimento, conhecer os fatos relatados sobre Cristo.

- Consentimento, estar de acordo com os fatos relatados sobre Cristo.

- Confiança, ter a confiança de que somente Cristo poderá lhe salvar.

Muitas pessoas conhecem e consentem quando o assunto é Jesus Cristo, mais infelizmente isso não é o bastante para se receber a vida eterna.

A fé salvadora consiste em confiar unicamente em Jesus Cristo para receber a vida eterna. Isto é, depender de Cristo e do que Ele fez por nós. A palavra de Deus deixa isso ainda mais claro, “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nEle crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus enviou seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dEle. Quem nEle crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, por não crer no nome do Filho Unigênito de Deus” (João 3.16, 17, 18). A palavra crer, significa o mesmo que ter confiança, ou seja, nós precisamos confiar que somente através do sacrifício de Cristo podemos ser salvos “Asseguro-lhes que aquele que crê tem a vida eterna” (João 6.47); “Creia no Senhor Jesus, e serão salvos você, e os de sua casa” (Atos 16.31).

Certo dia, uma grande multidão estava observando o famoso acrobata Blodin atravessar as cataratas do Niágara, a grande cachoeira na fronteira entre o Canadá e os Estados Unidos, andando em cima de uma corda. Blodin, fez a travessia várias vezes, um percurso de trezentos metros, a cinqüenta metros de altura das violentas águas. Conta-se que ele falou a multidão, perguntando se acreditavam que ele era capaz de levar alguém dentre eles até o outro lado. É claro que todos eles responderam que sim. Então ele se aproximou de um homem e pediu-lhe que montasse nas suas costas e fosse com ele. O homem que foi convidado recusou ir. É assim com Jesus Cristo. Há uma aceitação intelectual (conhecimento), ou mesmo há aceitação verbal, mas isso ainda é insuficiente. O que deve haver é a confiança, somente em Jesus cristo para receber o dom (presente) da vida eterna.


PARA REFLEXÃO: Se a salvação é somente pela graça de Deus mediante a fé, posso continuar no pecado? “De maneira nenhuma! Nós, os que morremos para o pecado, como podemos continuar vivendo ainda nele? Ou vocês não sabem que todos nós, que fomos batizados em Cristo Jesus, fomos batizados em sua morte? Portanto, fomos sepultados com Ele na morte por meio do batismo, a fim de que, assim como Cristo foi ressuscitado dos mortos mediante a glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova” (Romanos 6.2-4).

COMPREENDENDO AS BOAS OBRAS

 Desde a infância, fomos ensinados a fazer as coisas certas, para que não praticássemos coisas que são consideradas erradas, ou seja, ninguém precisa ensinar uma criança a fazer coisas erradas, pois ela já o faz naturalmente, mas é necessário que se ensine a fazer as coisas certas, e essa tarefa por muitas vezes é muito trabalhosa. De que maneira então, poderíamos vencer essa nossa característica natural? Só existe uma, e essa consiste em termos que praticar um único preceito bíblico: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Gálatas 5.14). Se, realmente, amarmos o nosso próximo como a nós mesmos, facilmente deixaremos de ter certas atitudes, que não só são prejudiciais às pessoas que estão a nossa volta, como também prejudiciais a nós mesmos. Por exemplo, costumamos sempre reclamar que o mundo onde nós vivemos está terrível, um verdadeiro caos, mas eu lhe pergunto: O que você tem feito para mudar esse quadro? No seu bairro tem mendigos? Quantos deles já saíram das ruas através da sua ajuda? Você nunca fez nada por eles, pois acha que isso é problema do governo? Você votou consciente de que aquela pessoa que você elegeu vai realmente fazer algo pelo seu bairro? A sua resposta pode ter sido:

“Eu até queria votar em alguém assim, mas essa pessoa não existe”.

É verdade, cada vez está mais difícil encontrar pessoas, na política, que realmente se preocupem, mas eu te pergunto:

O que você tem feito para mudar isso?

Afinal essas pessoas que estão hoje no poder, foram educadas para serem assim. Por acaso você está educando seus filhos para serem honestos e se preocuparem com as pessoas a sua volta? Um dia eles é que podem estar no poder e virem até mesmo a ser o presidente da República. Você acha isso impossível? A mãe do presidente Lula, provavelmente, também achava. Enfim, o fato é que todos os nossos atos bons recaem sobre nós mesmos, assim como, todos os nossos atos maus. Sem dúvida alguma, a sociedade e o meio em que nós vivemos é reflexo do que nós somos, e a chave ou a solução para tudo isso é o amor, o problema é que para a maioria das pessoas tem sido impossível amar o seu próximo, essa é uma realidade tão distante para elas, que parece que mesmo que elas vivam mil anos, seria impossível alcançá-la. Na verdade, isso é impossível para o homem, através de seus próprios esforços seria impossível para ele amar alguém como ama a si mesmo, imagine então, termos que amar a todos que nos cercam? Principalmente porque o ser humano não lida muito bem com a questão da decepção, então por mais que se ame alguém, quando essa pessoa começa, digamos, a “pisar na bola”, a tendência é ela ser colocada de lado. Isso acontece, porque o amor (ágape) que necessitamos ter, só pode ser colocado dentro de nós através de Deus, somente Ele pode fazer o milagre de transformar a nossa natureza egoísta em uma natureza conduzida pelo amor ao próximo. Por meio do Espírito Santo, que habita em nós, é possível vermos, a cada dia, nossas más intenções serem transformadas em atitudes boas e o nosso coração se encher de compaixão e amor pelas pessoas que nos cercam. Esse amor, que vem de Deus, é aquele que deve ser buscado pelo verdadeiro convertido. Nós devemos e precisamos ter esse amor, para que assim, através de nossos atos, possamos refletir a grandeza do Deus que nós seguimos e servimos. Leia o que a Bíblia diz sobre a vida em sociedade praticada pelos primeiros cristãos. “Todos os que criam estavam unidos e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e bens e os repartiam por todos, segundo a necessidade de cada um. E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E cada dia acrescentava-lhes o Senhor os que iam sendo salvos” (Atos 2.44-47). Pelo amor, os discípulos de Jesus são conhecidos. Esta tem que ser a marca que define o cristão. Muito mais do que manifestações espirituais, como por exemplo, as curas divinas, revelações e profecias, dom da palavra ou conhecimento teológico. Os discípulos devem ser reconhecidos pelo amor. Assim como, Jesus Cristo, manifesta o seu amor por todos. Nós convertidos devemos também manifestar o mesmo amor pelo nosso próximo, não para conquistar um lugar no céu, mas como agradecimento a Deus pelo o que fez por nós. Jesus Cristo disse: “Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei a vós, que também vós vos ameis uns aos outros” (João 13.34).

Na verdade, se a sua fé em Jesus Cristo é realmente legítima, e se o Espírito Santo habita dentro de você, é impossível que você não pratique as boas obras, seguindo os mandamentos de Deus de uma forma natural, reconhecendo que por mais que você as pratique, terá sempre dentro de si a dependência de Deus para todas as áreas da sua vida. “Mostre a sua fé sem obras, e eu lhe mostrarei a minha fé pelas obras” (Tiago 2.18b).

(Texto: Fernanda Bahia Mariano)

COMPREENDENDO A DECISÃO POR CRISTO

Após ter explicado todo o plano de salvação para a pessoa, este é o ponto decisivo e que requer do evangelista um cuidado todo especial. Devemos mostrar a pessoa que ela está diante da decisão mais importante que uma pessoa pode tomar.

Quando a pessoa se decidir em receber a vida eterna (salvação), é necessário esclarecer o que isso implicará em sua vida. Pois com isso a pessoa confirmará a decisão com plena consciência do que precisa ser feito.

O ARREPENDIMENTO

Receber a salvação implica arrependimento, significa deixar de confiar em nossa capacidade para nos salvar, crendo que Cristo é o único que pode perdoar os nossos pecados “ ‘O tempo é chegado’, dizia Ele [Jesus]. ‘O Reino de Deus está próximo. Arrependam-se e creiam nas boas novas!’ ” (Marcos 1.15). A pessoa precisa entender que o arrependimento envolve um desejo de entrega de vida, seguindo e servindo a Cristo com gratidão.

A CONFIANÇA (FÉ)

Como já falamos, a pessoa precisa crer que somente através do sacrifício de Cristo ela irá para o céu, independente das suas boas obras, pois estas são conseqüência do novo nascimento (ver: fé).

A ORAÇÃO DE DECISÃO

A pessoa recebe a Cristo pela fé e não por meio da oração. A oração, entretanto, é um meio objetivo e consciente de expressar a fé salvadora em Jesus Cristo “Se você confessar com a sua boca que Jesus é Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo. Pois com o coração se crê para justiça, e com a boca se confessa para salvação; Por que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Romanos 10.9, 10, 13).

EXEMPLO DE ORAÇÃO

“Senhor Jesus, eu preciso de ti. Eu te agradeço por ter morrido na cruz pelos meus pecados. Abro a porta do meu coração e te recebo como meu Salvador e Senhor. Obrigado por perdoar os meus pecados e me dar à vida eterna. Toma conta da minha vida e me torne no tipo de pessoa que desejas que eu seja. Amém”.

O ACOMPANHAMENTO IMEDIATO

Após a pessoa ter se decidido por Cristo é necessário mostrarmos os primeiros passos a serem seguidos por ela “Como crianças recém-nascidas, desejem de coração o leite espiritual puro, para que por meio dele cresçam para a salvação, agora que provaram que o Senhor é bom” (1 Pedro 2.2, 3).

O BATISMO

Mostre o significado de ser batizado “Arrependam-se, e cada um de vocês seja batizado em nome de Jesus Cristo...” (Atos 2.38). Explique que o batismo simboliza a morte da vida carnal e a ressurreição para a vida espiritual (a nova vida em Cristo). O batismo é também um testemunho público da transformação que ocorreu na vida do pecador.

O TESTEMUNHO

Testemunhar é falar do que Jesus fez em sua vida “O homem de quem haviam saído os demônios suplicava-lhe que o deixasse ir com Ele [Jesus]; mas Jesus o mandou embora, dizendo: ‘Volte para casa e conte o quanto Deus lhe fez’. Assim, o homem se foi e anunciou na cidade inteira o quanto Jesus tinha feito por ele” (Lucas 8.38, 39). Devemos incentivar o novo convertido para que fale o mais breve possível do que aconteceu em sua vida para outras pessoas.

A BÍBLIA

 É fundamental que o novo convertido tenha como costume, ler a Bíblia “A tua palavra é lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho” (Salmos 119.105). Pois a Bíblia é a Palavra do próprio Deus. E nós como servos dEle precisamos seguir os seus conselhos. Entregue um Novo Testamento (Bíblia), e peça a pessoa para ler um capítulo por dia, começando pelo evangelho de João. Quando for possível marque uma futura visita para verificar, se a pessoa tem dúvidas em relação à leitura.

A ORAÇÃO

Mostre a pessoa á importância da oração, e que ela passe um tempo por dia conversando com Deus “Orem continuamente” (1Tessalonicenses 5.17). Pois as orações fazem parte do relacionamento com Deus. Como Deus fala conosco através de sua Palavra escrita (Bíblia), nós falamos com Ele através das orações.

A IGREJA

Ensine a pessoa que ela deve fazer parte de uma igreja que tenha um compromisso verdadeiro com a Bíblia “Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas procuremos encorajar-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês vêem que se aproxima o dia” (Hebreus 10.25). Explique que na igreja, a comunhão há ajudará a crescer na fé no Senhor Jesus Cristo “Eles [os novos convertidos] se dedicavam ao ensino dos apóstolos e à comunhão, ao partir do pão e às orações; Os que criam mantinham tudo em comum” (Atos 2.42-44). Peça o novo convertido que procure uma igreja verdadeira mais próxima de sua casa.

Um comentário:

  1. OLÁ, MEU NOME É CARLOS .EU AINDA NÃO ACABEI DE ESTUDAR ESTE MARAVILHOSO ENSINAMENTO , MAS FIQUEI CONFUSO QUANTO A PASSAGEM DE TITO 2.4-5, OU 3.4-7.
    PODERIA ME ESCLARECER, ESTOU CERTO QUE EU TEREI A MELHOR RESPOSTA POIS É MUITO BOM ESTE ESTUDO E ESTOU APLICANDO EM MINHA VIDA DIÁRIA.
    OBRIGADO

    ResponderExcluir