segunda-feira, 27 de setembro de 2010

PROGRAMA NACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS



MANIFESTO


Destino: Presidente da República, Congresso Nacional e Senado Federal.


Solicitamos que o Presidente da República, o Congresso Nacional e o Senado Federal revoguem por completo o Decreto 7.037/2009, que aprova o PNDH-3 e que seja demitido o Ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Sr. Paulo Vannuchi, por ser o responsável de tal agressão à moralidade, à família, à sociedade livre e à Constituição Brasileira. E que, a partir deste ato, seja construída com a real participação da sociedade civil brasileira, uma verdadeira política de direitos humanos que valorizem a vida, a dignidade da família e da pessoa humana.




Afirmamos à total e plena rejeição ao PNDH-3 pelo que se segue:

1. É um Programa que fere o direito fundamental de todo cidadão, ou seja, o direito de nascer, o direito a vida, ao defender a legalização do aborto em várias de suas Ações Programáticas.

2. Proíbe a exposição pública de símbolos religiosos. O que representa uma grave limitação da liberdade religiosa, garantida pela Constituição, e também da liberdade de expressão do indivíduo, desprezando os valores históricos e culturais do país.

3. Limita à liberdade de imprensa ao promover sua censura, o que é inconstitucional.Constituição Federal Art. 220. A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo, não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição. § 1º. Nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social, (...).

4. Afirma a perda do direito de propriedade, o que é inconstitucional. Constituição FederalArt. 5º XXII - é garantido o direito de propriedade.

5. Promove o enfraquecimento do Judiciário frente ao Legislativo e ao Executivo, negligenciando um dos Princípios Fundamentais da Constituição: Art. 2º. São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.

6. Limita à autonomia do Judiciário e seu acesso ao cidadão comum.

7. Acata a Constituição Federal ao defender a desconstrução da heteronormatividade, ou seja, desconstrução do relacionamento normal entre homem e mulher. Art. 226. A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado. § 3º. Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento.

8. Distorce o conceito constitucional de família por meio do reconhecimento da união civil de pessoas do mesmo sexo, com direito à adoção de crianças.

9. Promove ações educativas para a desconstrução de identidade e orientação sexual, ou seja, nega ao ser humano, em sua infância, de seguir sua natureza masculina ou feminina, bem como proíbe os pais de educarem seus filhos segundo sua natureza sexual, menino como menino, menina como menina.

10. Ataca à proteção da família e à dignidade da pessoa humana por meio da profissionalização da prostituição.

11. Promove campanhas nacionais educativas de incentivo a prostituição.

12. Promove uma Revolução Cultural aos moldes do ocorrido na China com Mao Tse Tung, em seu Eixo Orientador V.

Pelo que foi exposto, afirmamos que o PNDH-3 é um Programa autoritário e representa a desconstrução da democracia brasileira em direção ao Estado totalitário, usurpador dos direitos inalienáveis de todos os cidadãos brasileiros.

Nessas eleições, pensem quais serão os seus candidatos, pois verifique com o que os mesmos estão comprometidos. Não permita que a promiscuidade impere no nosso país.


Assinar a este baixo assinado aqui: javascript:mox();

Se quiser ver o PNDH-3 na integra baixe-o aqui javascript:mox();


Mais explicações a respeito deste manifesto clique nesses linksjavascript:mox(); e javascript:mox(); e assista os vídeos explicativos.


Entre também em contato com a secretaria de Direitos Humanos e ...



NÃO DEIXE DE SE MANIFESTAR!


direitoshumanos@sedh.gov.br

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

A INDÚSTRIA CULTURAL






A Indústria Cultural impede a formação de indivíduos autônomos, independentes, capazes de julgar e de decidir conscientemente. Com as palavras do próprio Adorno, podemos compreender o porque das suas reflexões acerca desse tema.
Theodor Wiesengrund-Adorno, em parceria com outros filósofos contemporâneos, estão inseridos num trabalho muito árduo: pensar filosoficamente a realidade vigente. A realidade em que vivia estava sofrendo várias transformações, principalmente, na dimensão econômica. O Comércio tinha se fortalecido após as revoluções industriais, ocorridas na Europa e, com isso, o Capitalismo havia se fortalecido definitivamente, principalmente, com as novas descobertas cientificas e, conseqüentemente, com o avanço tecnológico. O homem havia perdido a sua autonomia. Em conseqüência disso, a humanidade estava cada vez mais se tornando desumanizada. Em outras palavras, poderíamos dizer que o nosso caro filósofo contemplava uma geração de homens doentes, talvez gravemente. O domínio da razão humana, que no Iluminismo era como uma doutrina, passou a dar lugar para o domínio da razão técnica.  Os valores humanos haviam sido deixados de lado em troca do interesse econômico. O que passou a reger a sociedade foi a lei do mercado, e com isso, quem conseguisse acompanhar esse ritmo e essa ideologia de vida, talvez, conseguiria sobreviver; aquele que não conseguisse acompanhar esse ritmo e essa ideologia de vida ficava a mercê dos dias e do tempo, isto é, seria jogado à margem da sociedade. Nessa corrida pelo ter, nasce o individualismo, que, segundo o nosso filósofo, é o fruto de toda essa Indústria Cultural.
Segundo Adorno, na Indústria Cultural, tudo se torna negócio. Enquanto negócios, seus fins comerciais são realizados por meio de sistemática e programada exploração de bens considerados culturais. Um exemplo disso, dirá ele, é o cinema. O que antes era um mecanismo de lazer, ou seja, uma arte, agora se tornou um meio eficaz de manipulação. Portanto, podemos dizer que a Indústria Cultural traz consigo todos os elementos característicos do mundo industrial moderno e nele exerce um papel especifico, qual seja, o de portadora da ideologia dominante, a qual outorga sentido a todo o sistema.
É importante salientar que, para Adorno, o homem, nessa Indústria Cultural, não passa de mero instrumento de trabalho e de consumo, ou seja, objeto. O homem é tão bem manipulado e ideologizado que até mesmo o seu lazer se torna uma extensão do trabalho. Portanto, o homem ganha um coração-máquina. Tudo que ele fará, fará segundo o seu coração-máquina, isto é, segundo a ideologia dominante. A Indústria Cultura, que tem com guia a racionalidade técnica esclarecida, prepara as mentes para um esquematismo que é oferecido pela indústria da cultura – que aparece para os seus usuários como um “conselho de quem entende”. O consumidor não precisa se dar ao trabalho de pensar, é só escolher. É a lógica do clichê. Esquemas prontos que podem ser empregados indiscriminadamente só tendo como única condição a aplicação ao fim a que se destinam. Nada escapa a voracidade da Indústria Cultural. Toda vida torna-se replicante. Dizem os autores:
Ultrapassando de longe o teatro de ilusões, o filme não deixa mais à fantasia e ao pensamento dos espectadores nenhuma dimensão na qual estes possam, sem perder o fio, passear e divagar no quadro da obra fílmica permanecendo, no entanto, livres do controle de seus dados exatos, e é assim precisamente que o filme adestra o espectador entregue a ele para se identificar imediatamente com a realidade. Atualmente, a atrofia da imaginação e da espontaneidade do consumidor cultural não precisa ser reduzida a mecanismos psicológicos. Os próprios produtos (...) paralisam essas capacidade em virtude de sua própria constituição objetiva(ADORNO & HORKHEIMER, 1997:119).
Fica claro portanto a grande intenção da Indústria Cultural: obscurecer a percepção de todas as pessoas, principalmente, daqueles que são formadores de opinião. Ela é a própria ideologia.  Os valores passam a ser regidos por ela. Até mesmo a felicidade do individuo é influenciada e condicionada por essa cultura. Na Dialética do Esclarecimento, Adorno e Horkheimer exemplificam este fato através do episódio das Sereias da epopéia homérica. Ulisses preocupado com o encantamento produzido pelo canto das sereias tampa com cera os ouvidos da tripulação de sua nau. Ao mesmo tempo, o comandante Ulisses, ordena que o amarrem ao mastro para que, mesmo ouvindo o cântico sedutor, possa enfrentá-lo sem sucumbir à tentação das sereias. Assim, a respeito de Ulisses, dizem os autores:

O escutado não tem conseqüências para ele que pode apenas acenar com a cabeça para que o soltem, porém tarde demais: os companheiros, que não podem escutar, sabem apenas do perigo do canto, não da sua beleza, e deixam-no atado ao mastro para salvar a ele e a si próprios. Eles reproduzem a vida do opressor ao mesmo tempo que a sua própria vida e ele não pode mais fugir a seu papel social. Os vínculos pelos quais ele é irrevogavelmente acorrentado à práxis ao mesmo tempo guardam as sereias à distância da práxis: sua tentação é neutralizada em puro objeto de contemplação, em arte. O acorrentado assiste a um concerto escutando imóvel, como fará o público de um concerto, e seu grito apaixonado pela liberação perde-se num aplauso. Assim o prazer artístico e o trabalho manual se separam na despedida do antemundo. A epopéia já contém a teoria correta. Os bens culturais estão em exata correlação com o trabalho comandado e os dois se fundamentam na inelutável coação à dominação social sobre a natureza (ADORNO & HORKHEIMER, 1997:45).
É importante frisar que a grande força da Indústria Cultural se verifica em proporcionar ao homem necessidades. Mas, não aquelas necessidades básicas para se viver dignamente (casa, comida, lazer, educação, e assim por diante) e, sim, as necessidades do sistema vigente (consumir incessantemente). Com isso, o consumidor viverá sempre insatisfeito, querendo, constantemente, consumir e o campo de consumo se torna cada vez maior. Tal dominação, como diz Max Jimeenez, comentador de Adorno, tem sua mola motora no desejo de posse constantemente renovado pelo progresso técnico e científico, e sabiamente controlado pela Indústria Cultural. Nesse sentido, o universo social, além de configurar-se como um universo de “coisas” constituiria um espaço hermeticamente fechado. E, assim, todas as tentativas de se livrar desse engodo estão condenadas ao fracasso. Mas, a visão “pessimista” da realidade é passada pela ideologia dominando, e não por Adorno. Para ele, existe uma saída, e esta, encontra-se na própria cultura do homem: a limitação do sistema e a estética.
Na Teoria Estética, obra que Adorno tentará explanar seus pensamentos sobre a salvação do homem, dirá ele que não adiante combater o mal com o próprio mal. Exemplo disso, ocorreram no nazismo e em outras guerras. Segundo ele, a antítese mais viável da sociedade selvagem é a arte. A arte, para ele, é que liberta o homem das amarras dos sistemas e o coloca com um ser autônomo, e, portanto, um ser humano. Enquanto para a Indústria Cultural o homem é mero objeto de trabalho e consumo, na arte é um ser livre para pensar, sentir e agir. A arte é como se fosse algo perfeito diante da realidade imperfeita. Além disso, para Adorno, a Indústria Cultural não pode ser pensada de maneira absoluta: ela possui uma origem histórica e, portanto,  pode desaparecer.
Por fim, podemos dizer que Adorno foi um filósofo que conseguiu interpretar o mundo em que viveu, sem cair num pessimismo. Ele pôde vivenciar e apreender as amarras da ideologia vigente, encontrando dentro dela o próprio antídoto: a arte e a limitação da própria Indústria Cultural. Portanto, os remédios contra as imperfeições humanas estão inseridos na própria história da humanidade. É preciso que esses remédios cheguem a consciência de todos (a filosofia tem essa finalidade), pois, só assim, é que conseguiremos um mundo humano e sadio.
Referências bibliográficas:
ADORNO, Theodor W. Textos Escolhidos. Trad. Luiz João Baraúna. São Paulo: Nova Cultural, 1999. (Os Pensadores)
ADORNO, Theodor W. Mínima Moralia: Reflexões a partir da vida danificada. Trad. Luiz Eduardo Bisca. São Paulo: Ática, 1992.
HORKHEIMER, M., e ADORNO, T. W., Dialética do Esclarecimento: Fragmentos filosóficos. Trad. Guido Antonio de Almeida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997.
HABERMAS, J. O Discurso filosófico da modernidade. Trad. Ana Maria Bernardo e outros. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1990. 
BARCELLOS, Carine. A questão da moral na cultura contemporânea. In: Comunicações, 4, Piracicaba – UNIMEP, p. 70-90, nov. 2000.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

AÇÃO NO STF QUER ELIMINAR O ENSINO RELIGIOSO


Por Marcelo Semer
O STF está próximo de julgar uma causa espinhosa.
A Procuradoria Geral da República ajuizou ação direta de inconstitucionalidade para restringir o ensino religioso nas escolas públicas, limitando os termos do acordo do país com o Vaticano, que incluía expressamente esta questão.

O argumento do Ministério Público é a laicidade do Estado, ou seja, a impossibilidade de que seus órgãos públicos se vinculem a qualquer religião, estabelecendo algum tipo de exclusividade ou preferência.
A regra, tradicional nas democracias modernas, é resultado da separação entre Igreja e Estado, que no Brasil é contemporânea à proclamação da República. A separação contempla não apenas a proibição de uma religião oficial (como era a católica anteriormente), como estabelece a liberdade religiosa e a proteção a todo e qualquer culto.
Embora os atributos do Estado laico estejam na Constituição (art. 19, inciso I), a Carta Magna também prevê a existência do ensino religioso de caráter facultativo, nas escolas públicas.
A polêmica suscitada na argüição da Procuradoria diz respeito ao texto do acordo do Brasil com o Vaticano, um dos temas que provocou a visita do papa Bento XVI ao Brasil em 2007.
O acordo, que entre outras coisas estabelece o "estatuto da Igreja Católica no país", seus direitos e, principalmente, suas imunidades, dispõe que o ensino religioso nas escolas públicas será "católico e de outras confissões religiosas".
A Procuradoria propõe que o STF entenda que o ensino da religião deva ser não-confessional, tratado como história das religiões e ministrado por professores leigos -nem católicos, nem de outras igrejas.
O conteúdo da disciplina consistiria apenas na exposição de doutrinas, das práticas, da história e de dimensões sociais das diferentes religiões e também das posições não religiosas, ou atéias.
O modelo de ensino religioso, não confessional, seria o único que não implicaria endosso a qualquer crença ou posição religiosa e, portanto, o único compatível com o Estado laico, segundo a petição do Ministério Público.
A possibilidade de que haja professores de diversas confissões religiosas, de fato, não elimina a preferência por uma religião. Apenas as religiões majoritárias têm membros em condições de participar das escolas, nos mais diversos municípios do país.
As escolas públicas não são, efetivamente, o local mais adequado para o ensino religioso.
Dada a separação entre o Estado e a Igreja, o papel de doutrinar espiritualmente as crianças não deve ser atribuído ao poder público, mas às famílias, em seu espaço privado, e aos órgãos confessionais de cada crença.
Já vai longe o tempo em que direito e religião se confundia no país. Durante dois séculos, vigoraram no Brasil as Ordenações Filipinas, estabelecendo diversas condenações de cunho religioso, como penas para a heresia e a blasfêmia.
A separação Igreja-Estado nos distingue das teocracias que ainda permanecem vivas, em que os julgamentos se impregnam de conteúdos morais, confunde-se crime e pecado, e as penas têm caráter fortemente intimidatório e violento. Foi assim, por exemplo, durante o governo Taleban, no Afeganistão e vem sendo no Irã, desde a revolução islâmica de 1979. Não por coincidência, regimes que praticam a lapidação (apedrejamento).
O julgamento da ação no STF deverá ser precedido, se atendido o pedido da Procuradoria Geral da República, de audiência pública, o que permitirá que várias linhas de pensamento, inclusive e principalmente as religiosas (como também aconteceu no julgamento da utilização de células tronco-embrionárias), se expressem.
Embora a questão judicial ainda esteja restrita à delimitação do ensino religioso, ela se articula diretamente com outros pontos polêmicos envolvendo a natureza laica do Estado, como a afixação de símbolos religiosos em prédios públicos.
Na última vez que a questão foi submetida a um órgão do Judiciário, o Conselho Nacional de Justiça negou a retirada de crucifixos dos fóruns, afirmando a vinculação destes a tradições culturais do país.
A questão é delicada e ressuscita o controvertido limite, entre a amplitude da liberdade religiosa e o constrangimento aos membros de outras religiões, obrigados a freqüentar os espaços públicos marcados pela fé alheia.
A melhor forma de preservar a liberdade religiosa de todos é tratar a religião como manifestação íntima, privada, a qual o Estado não deve estimular, nem tampouco reprimir.
O uso de símbolos religiosos em espaços públicos, como a sede de tribunais, ofende a laicidade, por conferir um estatuto oficial à determinada religião, qualquer que seja ela.
Mas as manifestações religiosas de cunho particular, como a utilização de vestes, tal qual o véu islâmico, não podem ser vedadas justamente pelas garantias da liberdade individual e de crença, previstas na Constituição.
Ao Estado laico, portanto, não cabe fomentar a catequese nem admitir a discriminação.

Marcelo Semer é Juiz de Direito em São Paulo. Foi presidente da Associação Juízes para a Democracia. Coordenador de "Direitos Humanos: essência do Direito do Trabalho" (LTr) e autor de "Crime Impossível" (Malheiros) e do romance "Certas Canções" (7 Letras). Responsável pelo Blog Sem Juízo.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

OS NOVOS "CRISTÃOS" DO MUNDO MODERNO




História da igreja
A IGREJA CRISTÃ CONTEMPORÂNEA foi fundada no Rio de Janeiro em 10/09/2006. É uma denominação inclusiva, que prega o livre acesso a todas as pessoas ao Evangelho de Jesus Cristo. Possui destaque por aceitar as pessoas, independentemente da orientação sexual.


A história da igreja se confunde com a do seu fundador, o Pastor Marcos Gladstone, que se converteu ao Evangelho de Jesus aos 14 anos de idade, cresceu na fé na Igreja Evangélica Congregacional, foi noivo por quatro anos e prestes a se casar, estando ao lado da sua noiva numa igreja pentecostal no subúrbio do Rio de Janeiro em 1998, recebeu duas profecias de duas senhoras diferentes, mas de mesmo conteúdo, que em suma, seria que o mesmo receberia uma grande revelação sobre a sua vida nos Estados Unidos, em janeiro de 1999, em San Francisco, Califórnia, EUA. O Senhor Jesus revelou que sua orientação sexual era algo que jamais poderia mudar ou fugir daquilo que era e foi constituído por Deus para ser. Retornando ao Brasil, termina seu noivado e se afasta da igreja por não aceitar homossexuais.


Distanciado da igreja, o mesmo não se conformava em ter a aceitação de Deus e não existir um local de adoração que permitisse a adoração a Deus na forma como era. Em 2002, soube através de um pastor amigo seu, que lhe confessou ser homossexual, sobre uma denominação americana que recebia gays.


Em 2003, passa um período de muita dor familiar com o falecimento da avó no ano anterior e uma doença grave que atingia a coluna da sua mãe, onde depois de ter feito vários tratamentos e exames, já caminhando com moletas, sua mãe visita uma pastora que possui ministério de cura. No primeiro dia que sua mãe chegou àquele local, recebe a revelação que seria curada, sem qualquer intervenção cirúrgica médica e que o mesmo Jesus que a curaria era o mesmo que tinha chamado o seu filho para usá-lo para um ministério que mudaria a vida de milhares de pessoas que foram lançadas para fora do reino de Deus. Um chamado que revolucionaria o Brasil e o mundo!


No mesmo ano de 2003, sua mãe foi milagrosamente curada e Marcos Gladstone foi consagrado pastor interino. De uma reunião realizada a céu aberto com três pessoas (o Pastor Marcos e mais dois jovens) nas areias da praia de Ipanema, no ano seguinte, em 2004, abrem o primeiro templo daquela igreja norte-americana no Brasil. Um mês antes da inauguração, a mesma pastora que profetizou sobre o seu ministério agora o informou que Deus a tinha revelado que aquele ainda não era o ministério que Deus o usaria e que em breve haveria um desligamento do pastor do ministério norte-americano. E, assim foi, muita mídia, muita divulgação, semelhante a uma explosão de refrigerante, foi balançado saiu com toda pressão, mas rapidamente acabou o gás e ficou insosso. Em 2005, o pastor Gladstone saiu oficialmente do ministério norte-americano.


Em 2006, quando tudo parecia um sonho frustrado, um novo direcionamento do Espírito Santo faz nascer a Igreja Cristã Contemporânea, 20 pessoas, num terceiro andar de um sobrado na Lapa, que não imaginavam que pouco tempo depois este povo se tornaria uma grande nação.


A Palavra de Deus diz: “Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se caírem, um levanta o companheiro; ai, porém, do que estiver só; pois, caindo, não haverá quem o levante. Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só como se aquentará? Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; o cordão de três dobras não se quebra tão depressa.” (Eclesiastes 4, 9-12).


“Melhor é serem dois”... na verdade, para que o Senhor pudesse estabelecer o ministério contemporâneo, uma peça fundamental ainda faltava na vida do seu fundador - o companheiro, o pastor Fábio Inácio, carioca, que outrora havia sido pastor da Igreja Universal do Reino de Deus, tendo se afastado desta por causa da  homossexualidade.


A Igreja Cristã Contemporânea foi erguida em cima do amor deste casal, para levar o amor de Deus a todos sem preconceitos. Agora a obra estava completa para o Espírito Santo se manifestar, agora estavam juntas as três dobras do cordão do Senhor (pastor Marcos Gladstone, pastor Fábio Inácio e o Senhor Jesus).


Classificada como neopentecostal, a igreja rege-se pelo regime episcopal ou como chamado habitualmente regime apostólico.


A visão é a de ser um ministério profético, inspirado na Palavra de Deus para levantar uma raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamar as virtudes daquele que chamou uma nação das trevas para a sua maravilhosa luz, um povo que antes não era povo, mas agora é povo de Deus; que não tinha alcançado misericórdia, mas agora alcançou misericórdia. (1Pedro 2, 9-10). Para levar Cura, Amor e a Palavra de Deus para muitas pessoas que estavam sem um abrigo espiritual. Levando o amor de Deus a todos sem preconceitos!



Missão
A missão é a de ser testemunha contemporânea de Jesus Cristo que ao seu tempo adequou um chamado vivo de comunhão com Deus à sociedade e a religião de sua época. É um ministério profético, inspirado na Palavra de Deus para levantar uma raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamar as virtudes daquele que chamou uma nação das trevas para a sua maravilhosa luz, um povo que antes não era povo, mas agora é povo de Deus; que não tinha alcançado misericórdia, mas agora alcançou misericórdia.” (1Pedro 2, 9-10).



Visão e valores
VISÃO

Pregar boas novas, restaurar e curar corações, proclamar liberdade e a abertura das prisões espirituais pelo Espírito Santo que foi liberado pelo Sacrifício que Jesus fez na cruz do Calvário para todas as pessoas. “O Espírito do Senhor Deus está sobre mim; porque o Senhor me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos.” (Isaías 61,1)


VALORES

Amor e fidelidade - a Deus, a Igreja Contemporânea e ao próximo, este último também se refere ao companheiro, para nós o relacionamento é algo santo, monogâmico e de amor e fidelidade absoluta.;


Transformação – pregamos um Evangelho de transformação de vida, recomeço, mudanças de dentro para fora;


Unidade – “E era um o coração e a alma da multidão dos que criam”... (Atos 4, 32) A contemporânea é um só coração e alma. Venha somar e não divergir. Neste valor temos um princípio muito importante a ser observado o da obediência espiritual “...reconheçais os que trabalham entre vós, presidem sobre vós no Senhor e vos admoestam; e que os tenhais em grande estima e amor, por causa da suas obras. Tende paz entre vós. Exortamos-vos também, irmãos, a que admoesteis os insubordinados...” (1 Tessalonicenses 5, 12-14). Não é apenas no mundo físico que Deus estabeleceu autoridades que devem ser obedecidas por cristãos. No mundo espiritual Deus também estabeleceu autoridades espirituais que devem ser respeitas e amadas. Temos como pecado de “desobediência” infamar o ministério contemporâneo ou pessoas que compõem a sua liderança. Veja que o Rei Saul perdeu seu reinado por desobediência a Palavra dada pelo profeta do Senhor. “Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e o porfiar é como iniqüidade e idolatria. Porquanto tu rejeitaste a palavra do Senhor, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei.” (1 Samuel 15, 23) A melhor forma de acabar com situações de pessoas que tentam denegrir a imagem do ministério é levando os nomes e a situação imediatamente ao pastor e aos diáconos. Na Contemporânea combatemos o mal pela raiz, pois é melhor tirar a “semente do mal” enquanto está brotando do que deixar uma “árvore de fofoca” crescer em nosso meio;


Santidade – nosso corpo e atitudes devem ser santos, pois somos templo do Espírito Santo. Para nós não é pecado nem a heterossexualidade, nem a homossexualidade, mas sim como cada pessoa independente da sua orientação leva a sua vida sexual. Por exemplo, um rapaz heterossexual que tem sua companheira e sai na rua paquerando ou ficando com outras mulheres está em pecado, mas já um rapaz homossexual que vive um relacionamento estável com outro rapaz, cuidando e zelando do seu companheiro, sem traí-lo, claro que tem uma vida santa.;


Consagração – um contemporâneo ora ajoelhado, jejua, busca o Espírito Santo e seus dons, se consagra e lê a bíblia constantemente (recomendamos como primeira leitura bíblica “Atos dos Apóstolos” e “1 Pedro”; referencial – “sê o exemplo dos fiéis...” (1 Timóteo 4,12) O Contemporâneo é bom exemplo, foge da aparência do mal, não vai à lugares comprometedores... O cuidado é redobrado com a sua imagem, porque sabe que a sua imagem é a Imagem da Igreja Contemporânea, a imagem da Igreja Contemporânea é a imagem de Deus. Quando for requerido um bom exemplo de Ministério, a Contemporânea tem que ser o bom exemplo. Quando for mencionado um pastor apto, tem que ser o da Contemporânea. Quando for necessário um modelo de exemplo de vida é o seu que deve ser citado;

Não acepção de pessoas – É tolice achar que a Contemporânea se limita a inclusão de homossexuais. Graças ao Senhor, somos uma igreja de mães, pais, irmãos, filhos e amigos independentemente de orientação sexual. Para nós todas as pessoas têm um grande valor em Jesus, entendemos que “os menores frascos guardam as melhores fragrâncias de perfumes”, assim muitas vezes será do conteúdo deste “menor frasco” que Deus mais nos abençoará. Não diferenciamos pessoas por questões de beleza, cor, raça, gênero, status social ou financeiro e nem orientação sexual. O maior número de homossexuais na igreja se dá em razão, simplesmente, destes serem banidos das outras igrejas. Os religiosos homofóbicos excluem, mas nós incluímos. Aprenda porque a Bíblia não condena a homossexualidade lendo o livro: “A BÍBLIA SEM PRECONCEITOS” ou acessando o link “homossexualidade” no site;

Compromisso financeiro - Oferta - é um presente de gratidão trazido nos cultos por amor ao Senhor. Dízimo – é a separação da décima parte (ou quanto o Espírito Santo tocar para que a pessoa contribua, podendo até ser mais que o estipulado na Bíblia) das suas rendas para Deus. No tempo da perfeição no "Jardim do Éden", Deus separou uma árvore que não podia ser tocada, hoje da mesma forma no Reino de Deus os seus filhos que caminham em busca da perfeição em Jesus têm o privilégio de reconhecer a Deus como Senhor das suas finanças, não tocando em parte de seus valores para oferecer a Deus. Lembre-se que se você encontrou as portas abertas da Igreja Cristã Contemporânea foi porque filhos de Deus mantêm com o seu amor a sua obra. Quando você se permitir que Deus seja de fato Senhor de suas finanças verá que Deus nunca diminui e só multiplicará suas finanças, pois a oferta e o dízimo que você dá ao Senhor é uma semente que milagrosamente crescerá abundantemente. “Semeou Isaque naquela terra, e no mesmo ano colheu cem vezes mais; porque o Senhor o abençoava. E engrandeceu-se o homem; e foi-se enriquecendo até que se tornou muito poderoso; e tinha possessões de rebanhos e de gado, e muita gente de serviço...” (Gênesis 26, 12-14). O seu dízimo é a sua semente. Jamais verá um fazendeiro comendo as sementes que deve plantar, pois sabe que se assim o fizer não terá pala plantar e nem para colher no futuro. No mundo espiritual é da mesma forma. Entenda que deve separar seu dízimo e oferta como as sementes que trarão a multiplicação de Deus para a sua vida.


  
Fundador
                                                                         


O PASTOR MARCOS GLADSTONE tem um relacionamento de amor e fidelidade com o pastor Fabio Inacio. É fundador da Igreja Cristã Contemporânea. Palestrante, teólogo devidamente reconhecido pelo Conselho Federal de Teólogos do Brasil, especialista em teologia pós-graduado nesta área pela Universidade Metodista Bennett do RJ. É um pioneiro no ministério cristão inclusivo no Brasil, onde milita desde o ano de 2002. Publicou a primeira página de internet em idioma português do mundo sobre a Bíblia e a homossexualidade na visão de aceitação aos homossexuais em 2002. É um líder religioso respeitado pela sua ousadia na luta contra homofobia religiosa. Ministra em igrejas, organizações, congressos e universidades no Brasil e no exterior. Recebeu prêmios em organizações e denominações nacionais e internacionais por sua liderança. Secularmente é advogado, pós-graduado em Direito, já desempenhou funções e cargos de grande relevância nos poderes executivo, judiciário e legislativo.



ULTIMAS NOTÍCIAS DA IGREJA


casamento_anne_kedmaNo Dia da Independência do Brasil, Anne Flores, de 31 anos, e Kédma Costa, de 33 anos, celebraram também a libertação delas. As duas se casaram numa cerimônia realizada nesta terça-feira, no Clube Monte Líbano, na Lagoa. O evento foi promovido pela Igreja Cristã Contemporânea. A denominação evangélica é mais liberal e recebe fiéis da comunidade LGBT — sigla para lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros.

Como a união de pessoas do mesmo sexo não é reconhecida legalmente no Brasil, as noivas assinaram um contrato de união homoafetiva.

Antes do casamento, um culto celebrou os quatro anos da igreja. Caravanas com fiéis vindas de Minas, São Paulo e do interior do Rio lotaram o clube. Anne e Kédma subiram ao palco durante o culto para cantar músicas religiosas. As duas se conheceram numa igreja evangélica no Mato Grosso do Sul, onde nasceram, e chegaram até a igreja fundada pelos pastores Marcos Gladstone e Fábio Inácio, que também são casados. Segundo eles, já são pelo menos 800 fiéis nas quatro sedes Igreja Cristã Contemporânea: Campo Grande, Centro, Nova Iguaçu e Belo Horizonte.

Juntas há sete anos, Anne e Kédma dizem estar estudando juntas com o objetivo de se tornarem pastoras.

— Há um ano, os pastores Marcos e Fábio celebraram o casamento deles e fomos madrinhas. Não esperava casar tão rápido — disse Kédma.

As duas subiram ao altar vestidas de noiva e ao som da marcha nupcial. Anne comentou a importância da data:
— Estamos comemorando nossa comunhão com Deus e nossa aliança de amor.


INTERPRETANDO A IGREJA CRISTÃ CONTEMPORÂNEA


Esta aí, mais uma nova religião que se diz seguidora do evangelho de Cristo. Infelizmente é mais uma religião que não segue uma interpretação hermenêutica e nem exegética das Escrituras séria. Quero ressaltar, que não tenho nada contra os gays, mas como as igreja que pregam a teologia da prosperidade e outras doutrinas, que na minha visão teológica não tem embasamento bíblico, esta religião se adaptou a uma realidade existente, pois, os homossexuais sempre foram colocados de lado pela a Igreja.


Não quero dizer que as igrejas, estão corretas neste sentido, pois, pecado esta na ordem do absoluto e não do relativo, ou seja, a homossexualidade não é pior do que outros pecados que praticamos, mas isso não justifica distorcer as Escrituras para embasar uma falsa doutrina. O que fazer com os textos que condenam a homossexualidade? Certamente, este é um problema difícil de resolver, a não ser que os arranque da Bíblia ou dê uma outra tradução, seguindo o exemplo de Charles Russel das testemunhas de Jeová, que inventou uma nova tradução das Escrituras.


O que Jesus acharia dessa nova religião???


Tire suas próprias conclusões.




Referência Bibliográfica:


www.igrejacontemporanea.com.br/j15/index.php?option=com_content&view=frontpage&Itemid=1